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Saúde

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento dolutegravir no país.

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Por Redação Vanguarda

15/07/2026 4 min de leitura 4
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

© Agência de Notícias da Aids/ Divulgação {"body":{"site":"agenciabrasil","original_id":"1696742","text":"SUS adquire tecnologia para produzir principal rem\u00e9dio contra o HIV. Farmanguinhos internaliza processo desde 2020 e aguarda aval da Anvisa. A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz)\u00a0concluiu a transfer\u00eancia de tecnologia para produzir o principal rem\u00e9dio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, que \u00e9 distribu\u00eddo gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no pa\u00eds. O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para preven\u00e7\u00e3o e tratamento para HIV pertencente \u00e0 biofarmac\u00eautica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em F\u00e1rmacos (Farmanguinhos) da Fiocruz\u00a0para nacionalizar progressivamente a produ\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio\u00a0e distribu\u00ed-lo ao SUS. Desde ent\u00e3o, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover\u00a0estrutura\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, regulat\u00f3ria e operacional para garantir a internaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Este processo acaba de ser conclu\u00eddo, e o in\u00edcio do fornecimento ao SUS\u00a0depende apenas da libera\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). Desde 2022, o instituto da Fiocruz j\u00e1 faz a distribui\u00e7\u00e3o para o SUS dos rem\u00e9dios produzidos em f\u00e1bricas da GSK. Mais de 739 milh\u00f5es de c\u00e1psulas j\u00e1 foram fornecidas para a sa\u00fade p\u00fablica desta forma. Em 2025, Farmanguinhos tamb\u00e9m assumiu as an\u00e1lises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.\u00a0 Tr\u00eas lotes do rem\u00e9dio j\u00e1 foram fabricados e validados pelo instituto\u00a0e poder\u00e3o ser distribu\u00eddos para o SUS, assim que a libera\u00e7\u00e3o da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na valida\u00e7\u00e3o da metologia anal\u00edtica do ingrediente farmac\u00eautico ativo.\u00a0 O acordo de transfer\u00eancia de tecnologia inclui mais uma etapa: a internaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do dolutegravir em combina\u00e7\u00e3o com outra subst\u00e2ncia, a lamivudina. Esse formato tamb\u00e9m \u00e9 distribu\u00eddo pelo SUS. A expectativa \u00e9 que essa produ\u00e7\u00e3o comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem.\u00a0 Medicamento recomendado pela OMS Dolutegravir \u00e9 um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus dentro das c\u00e9lulas de defesa do organismo. Al\u00e9m de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a n\u00edveis indetect\u00e1veis, ele melhora a imunidade e impede a progress\u00e3o para a AIDS, com poucos efeitos colaterais. Em 2019, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) passou a recomendar o medicamento como op\u00e7\u00e3o preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as popula\u00e7\u00f5es, incluindo mulheres gr\u00e1vidas e pessoas com potencial para engravidar.\u00a0 ","language_code":"pt-br","voice_name":"pt-br-wavenet-b","ssml_gender":"male","pitch":-5.2,"speaking_rate":1.2},"token":"b4c44a9d7ffe46ecdbf0e95ded32590eb7d4fa2472f064b16c726db89a967a2c","base_url":"https:\/\/tts-app.ebc.com.br"} Versão em áudio A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, que é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem.

Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

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