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Economia

Projeção oficial de inflação sobe para 5,1%, com estouro da meta

Fazenda mantém previsão para o PIB e cita petróleo e El Niño como causas da revisão.

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Por Redação Vanguarda

15/07/2026 4 min de leitura 2
Projeção oficial de inflação sobe para 5,1%, com estouro da meta

© Marcelo Camargo/Agência Brasil {"body":{"site":"agenciabrasil","original_id":"1696757","text":"Proje\u00e7\u00e3o oficial de infla\u00e7\u00e3o sobe para 5,1%, com estouro da meta. Fazenda mant\u00e9m previs\u00e3o para o PIB e cita petr\u00f3leo e El Ni\u00f1o. A guerra no Oriente M\u00e9dio e os poss\u00edveis efeitos do El Ni\u00f1o fizeram a equipe econ\u00f4mica revisar para cima a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o em 2026. A estimativa para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,5% para 5,1%, ficando acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). A previs\u00e3o de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3%. As novas proje\u00e7\u00f5es constam no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda. Infla\u00e7\u00e3o maior Segundo a equipe econ\u00f4mica, a revis\u00e3o reflete principalmente o aumento dos pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo e seus derivados, em meio ao conflito no Oriente M\u00e9dio, al\u00e9m dos efeitos esperados do fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o sobre a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. A Fazenda avalia que esses fatores podem manter a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os ao longo dos pr\u00f3ximos meses. Proje\u00e7\u00f5es O novo cen\u00e1rio apresentado pelo governo prev\u00ea: Infla\u00e7\u00e3o em 2026: 5,1%, ante proje\u00e7\u00e3o anterior de 4,5% Meta de infla\u00e7\u00e3o: 3%, com teto de 4,5% Infla\u00e7\u00e3o em 2027: revis\u00e3o de 3,5% para 3,6% Ap\u00f3s 2027: expectativa de converg\u00eancia para a meta de 3% Em rela\u00e7\u00e3o aos alimentos, o Minist\u00e9rio da Fazenda destaca que o El Ni\u00f1o pode comprometer as safras e elevar os pre\u00e7os. \"Press\u00f5es altistas no segundo semestre est\u00e3o associadas \u00e0 maior probabilidade de ocorr\u00eancia do El Ni\u00f1o e \u00e0 persist\u00eancia do choque de oferta e de pre\u00e7os dos fertilizantes\", afirma o boletim. Press\u00f5es externas A equipe econ\u00f4mica aponta que o conflito no Oriente M\u00e9dio elevou os pre\u00e7os do petr\u00f3leo, cen\u00e1rio que tende a afetar combust\u00edveis e outros custos da economia. Segundo a Fazenda, as incertezas geopol\u00edticas podem prolongar esses impactos e dificultar uma desacelera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida da infla\u00e7\u00e3o. PIB mantido Apesar da piora nas proje\u00e7\u00f5es para os pre\u00e7os, o governo manteve inalterada a expectativa de crescimento da economia em 2026. Crescimento As estimativas divulgadas pela SPE s\u00e3o: PIB em 2026: 2,3%, sem altera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao boletim anterior; PIB em 2027: proje\u00e7\u00e3o reduzida de 2,6% para 2,5%; De 2027 a 2030: crescimento m\u00e9dio estimado em 2,6% ao ano. Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, a atividade econ\u00f4mica dever\u00e1 continuar sendo sustentada principalmente pelos setores de ind\u00fastria e servi\u00e7os, enquanto a agropecu\u00e1ria tende a desacelerar ap\u00f3s a safra recorde registrada no in\u00edcio do ano, impulsionada pela produ\u00e7\u00e3o de soja. Cen\u00e1rio fiscal A revis\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es ocorre em um momento de maior incerteza no cen\u00e1rio internacional, marcado por conflitos geopol\u00edticos e riscos clim\u00e1ticos. Na avalia\u00e7\u00e3o da equipe econ\u00f4mica, esses fatores podem manter a infla\u00e7\u00e3o acima do esperado no curto prazo, embora a expectativa seja de converg\u00eancia gradual para a meta nos anos seguintes. O Boletim Macrofiscal traz estimativas para a economia que orientam a elabora\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo Relat\u00f3rio Bimestral de Avalia\u00e7\u00e3o de Receitas e Despesas. Com previs\u00e3o para ser divulgado at\u00e9 o pr\u00f3ximo dia 24, o relat\u00f3rio orienta a execu\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento, geralmente com determina\u00e7\u00f5es de bloqueios (cortes para respeitar o limite de gastos do arcabou\u00e7o fiscal) e contingenciamento (suspens\u00e3o de gastos caso as receitas do governo fiquem abaixo do previsto). ","language_code":"pt-br","voice_name":"pt-br-wavenet-b","ssml_gender":"male","pitch":-5.2,"speaking_rate":1.2},"token":"0c5e7a85679ae8869f62c94d1a1a5515bd329b83d7c8aad00c2918440847ab4a","base_url":"https:\/\/tts-app.ebc.com.br"} Versão em áudio A guerra no Oriente Médio e os possíveis efeitos do El Niño fizeram a equipe econômica revisar para cima a projeção da inflação em 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,5% para 5,1%, ficando acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3%. As novas projeções constam no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

Segundo a equipe econômica, a revisão reflete principalmente o aumento dos preços internacionais do petróleo e seus derivados, em meio ao conflito no Oriente Médio, além dos efeitos esperados do fenômeno climático El Niño sobre a produção de alimentos.

A Fazenda avalia que esses fatores podem manter a pressão sobre os preços ao longo dos próximos meses.

O novo cenário apresentado pelo governo prevê:

Em relação aos alimentos, o Ministério da Fazenda destaca que o El Niño pode comprometer as safras e elevar os preços.

"Pressões altistas no segundo semestre estão associadas à maior probabilidade de ocorrência do El Niño e à persistência do choque de oferta e de preços dos fertilizantes", afirma o boletim.

A equipe econômica aponta que o conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, cenário que tende a afetar combustíveis e outros custos da economia.

Segundo a Fazenda, as incertezas geopolíticas podem prolongar esses impactos e dificultar uma desaceleração mais rápida da inflação.

Apesar da piora nas projeções para os preços, o governo manteve inalterada a expectativa de crescimento da economia em 2026.

Segundo o Ministério da Fazenda, a atividade econômica deverá continuar sendo sustentada principalmente pelos setores de indústria e serviços, enquanto a agropecuária tende a desacelerar após a safra recorde registrada no início do ano, impulsionada pela produção de soja.

A revisão das projeções ocorre em um momento de maior incerteza no cenário internacional, marcado por conflitos geopolíticos e riscos climáticos. Na avaliação da equipe econômica, esses fatores podem manter a inflação acima do esperado no curto prazo, embora a expectativa seja de convergência gradual para a meta nos anos seguintes.

O Boletim Macrofiscal traz estimativas para a economia que orientam a elaboração do próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Com previsão para ser divulgado até o próximo dia 24, o relatório orienta a execução do Orçamento, geralmente com determinações de bloqueios (cortes para respeitar o limite de gastos do arcabouço fiscal) e contingenciamento (suspensão de gastos caso as receitas do governo fiquem abaixo do previsto).

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