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Irã ameaça fechar mais rotas marítimas; EUA lançam nova onda de ataque

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou hoje que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até o que descreveu como "o fim dos males da América".

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Por Redação Vanguarda

15/07/2026 5 min de leitura 2
Irã ameaça fechar mais rotas marítimas; EUA lançam nova onda de ataque

© Reuters/Stringer {"body":{"site":"agenciabrasil","original_id":"1696733","text":"Ir\u00e3 amea\u00e7a fechar mais rotas mar\u00edtimas; EUA lan\u00e7am nova onda de ataque. Guarda Revolucion\u00e1ria informou que Estreito de Ormuz seguir\u00e1 fechado. A Guarda Revolucion\u00e1ria Isl\u00e2mica do Ir\u00e3 amea\u00e7ou fechar \"todos os outros corredores de exporta\u00e7\u00e3o de pet\u00f3leo que beneficiam os EUA e os seus aliados\", informaram os meios de comunica\u00e7\u00e3o iranianos, depois de o pa\u00eds ter fechado o Estreito de Ormuz e de os EUA terem ter anunciado a volta de um bloqueio naval aos portos iranianos.\u00a0 \"As exporta\u00e7\u00f5es regionais de energia s\u00e3o compartilhadas com todos ou negadas para todos\", afirmou a Guarda Revolucion\u00e1ria em um comunicado divulgado pela ag\u00eancia de not\u00edcias estatal iraniana Irna nesta quarta-feira (15). A Guarda Revolucion\u00e1ria Isl\u00e2mica (IRGC) afirmou hoje que o Estreito de Ormuz permanecer\u00e1 fechado at\u00e9 o que descreveu como \"o fim dos males da Am\u00e9rica\".\u00a0 Antes do in\u00edcio da guerra, em fevereiro, cerca de um quinto das remessas globais de petr\u00f3leo e g\u00e1s passavam diariamente por Ormuz. A Guarda Revolucion\u00e1ria disse ter atacado instala\u00e7\u00f5es que descreveu como de comando e controle, log\u00edstica, combust\u00edvel e equipamento militar pertencentes \u00e0 Quinta Frota dos EUA no Bahrein, em resposta aos mais recentes ataques americanos no Estreito de Ormuz. Disseram ainda ter incendiado e destru\u00eddo uma instala\u00e7\u00e3o log\u00edstica americana em Mina Abdullah, no Kuwait, e atacado uma base americana em Azraq, na Jord\u00e2nia, visando hangares de aeronaves. De acordo com a IRGC, alguns dos ataques americanos foram lan\u00e7ados a partir de bases em territ\u00f3rio da Jord\u00e2nia. Fim da tr\u00e9gua As hostilidades entre Ir\u00e3 e EUA recome\u00e7aram na semana passada, fragilizando ainda mais o j\u00e1 fr\u00e1gil cessar-fogo alcan\u00e7ada em junho, ap\u00f3s v\u00e1rios meses de combates que fizeram milhares de mortos. A mais recente amea\u00e7a \u00e0 navega\u00e7\u00e3o global surge um dia depois de os militares norte-americanos terem anunciado o in\u00edcio de uma nova onda de ataques \"para continuar a degradar as capacidades iranianas utilizadas para atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz\". Os Estados Unidos afirmaram que o Ir\u00e3 atacou sete navios mercantes na \u00faltima semana, resultando em quase uma dezena de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos. H\u00e1 pelo menos 19 navios de guerra estadunidenses no mar Ar\u00e1bico, incluindo dois porta-avi\u00f5es e um navio de assalto anf\u00edbio com mais de mil fuzileiros a bordo. O Comando Central dos EUA informou ainda que \"centenas de aeronaves militares operam em todo o M\u00e9dio Oriente\". Os militares dos EUA informaram, na noite de ter\u00e7a-feira (14), que atingiram dezenas de alvos militares perto do Estreito de Ormuz e em regi\u00f5es costeiras iranianas. A onda de ataques durou sete horas, segundo comunicado do Comando Central dos EUA. Alvos\u00a0 O presidente Donald Trump amea\u00e7ou, ontem \u00e0 noite, atingir centrais el\u00e9tricas e pontes iranianas na pr\u00f3xima semana, a menos que Teer\u00e3 retome as negocia\u00e7\u00f5es. \"Deixarei os alvos energ\u00e9ticas para o fim, mas, no final do dia, atingiremos esses alvos\", disse Trump em entrevista a Trey Yingst, da Fox News. Trump acrescentou que, \"na pr\u00f3xima semana, a situa\u00e7\u00e3o vai ser muito ruim para eles\". Os negociadores estadunidenses contataram seus hom\u00f3logos iranianos para avisar: \"\u00c9 melhor fecharem um acordo\", acrescentou Trump. O acordo provis\u00f3rio previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teer\u00e3 afirmando ter direito a gerir o tr\u00e1fego e cobrar taxas, posi\u00e7\u00e3o contestada por Washington. Petr\u00f3leo O pre\u00e7o do barril de Brent chegou a ultrapassar os US$ 87 d\u00f3lares na ter\u00e7a-feira, ainda abaixo dos quase US$ 120 d\u00f3lares registrados no auge da guerra, mas caiu para US$ 78 d\u00f3lares, ap\u00f3s o an\u00fancio de Trump. \u00a0 ","language_code":"pt-br","voice_name":"pt-br-wavenet-b","ssml_gender":"male","pitch":-5.2,"speaking_rate":1.2},"token":"0f8755739fd6ecb0053b8361441bdb27a7a344720e56758c04d88f78b260e41b","base_url":"https:\/\/tts-app.ebc.com.br"} Versão em áudio A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou fechar "todos os outros corredores de exportação de petóleo que beneficiam os EUA e os seus aliados", informaram os meios de comunicação iranianos, depois de o país ter fechado o Estreito de Ormuz e de os EUA terem ter anunciado a volta de um bloqueio naval aos portos iranianos.

"As exportações regionais de energia são compartilhadas com todos ou negadas para todos", afirmou a Guarda Revolucionária em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana Irna nesta quarta-feira (15).

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou hoje que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até o que descreveu como "o fim dos males da América".

Antes do início da guerra, em fevereiro, cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás passavam diariamente por Ormuz.

A Guarda Revolucionária disse ter atacado instalações que descreveu como de comando e controle, logística, combustível e equipamento militar pertencentes à Quinta Frota dos EUA no Bahrein, em resposta aos mais recentes ataques americanos no Estreito de Ormuz.

Disseram ainda ter incendiado e destruído uma instalação logística americana em Mina Abdullah, no Kuwait, e atacado uma base americana em Azraq, na Jordânia, visando hangares de aeronaves. De acordo com a IRGC, alguns dos ataques americanos foram lançados a partir de bases em território da Jordânia.

As hostilidades entre Irã e EUA recomeçaram na semana passada, fragilizando ainda mais o já frágil cessar-fogo alcançada em junho, após vários meses de combates que fizeram milhares de mortos.

A mais recente ameaça à navegação global surge um dia depois de os militares norte-americanos terem anunciado o início de uma nova onda de ataques "para continuar a degradar as capacidades iranianas utilizadas para atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz".

Os Estados Unidos afirmaram que o Irã atacou sete navios mercantes na última semana, resultando em quase uma dezena de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos.

Há pelo menos 19 navios de guerra estadunidenses no mar Arábico, incluindo dois porta-aviões e um navio de assalto anfíbio com mais de mil fuzileiros a bordo. O Comando Central dos EUA informou ainda que "centenas de aeronaves militares operam em todo o Médio Oriente".

Os militares dos EUA informaram, na noite de terça-feira (14), que atingiram dezenas de alvos militares perto do Estreito de Ormuz e em regiões costeiras iranianas. A onda de ataques durou sete horas, segundo comunicado do Comando Central dos EUA.

O presidente Donald Trump ameaçou, ontem à noite, atingir centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, a menos que Teerã retome as negociações.

"Deixarei os alvos energéticas para o fim, mas, no final do dia, atingiremos esses alvos", disse Trump em entrevista a Trey Yingst, da Fox News.

Trump acrescentou que, "na próxima semana, a situação vai ser muito ruim para eles".

"Vamos destruir todas as suas centrais elétricas. Vamos destruir todas as suas pontes, a não ser que se sentem na mesa das negociações."

Os negociadores estadunidenses contataram seus homólogos iranianos para avisar: "É melhor fecharem um acordo", acrescentou Trump.

O acordo provisório previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teerã afirmando ter direito a gerir o tráfego e cobrar taxas, posição contestada por Washington.

O preço do barril de Brent chegou a ultrapassar os US$ 87 dólares na terça-feira, ainda abaixo dos quase US$ 120 dólares registrados no auge da guerra, mas caiu para US$ 78 dólares, após o anúncio de Trump.

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